Estava distraído com o meu banho quando me assustei
com ela aparecendo na porta e falando...
“Seria um enorme prazer, tanto para mim, como para a
minha linda noiva, se você e o SEU MARIDO aceitassem ser os nossos padrinhos de
casamento, já marcamos a data para 10 de janeiro do ano que vem, será em Los
Angeles, e a festa será temática, tudo do Brasil”
-Mas que coisa o Ronaldo sai do Brasil, mas o Brasil
não sai do Ronaldo!... Ele e doido em fazer festa temática do Brasil?<disse
parecendo contrariada>
-Qual e o problema amor, o seu pais de origem e
lindo...
-Cheio de problemas e corrupção...
-Mas e lindo!<a interrompi>... Não podemos
julgá-lo so pelas pessoas que o governam, o mais importante e a cultura, as
pessoas, as paisagens, e temos que admitir, o Brasil e lindo e rico nestes
aspectos!<disse me enrolando na toalha>
-Só espero que não tenha funk, pagode, sertanejo, roda
se samba, axé e arrocha!<disse enquanto saia do banheiro>
-Sobrou alguma coisa para se tocar na festa?<disse
ironicamente>
-Bobo!... Vai aceitar?
-O que?<disse distraidamente>
-Ser padrinho de casamento dele Bruno!
-A ta, claro que sim, seria ótimo!<disse pegando a
roupa que ela tinha acabado de trazer para mim, e mais uma vez espirrei>
-E melhor colocar um casaco amor!<disse indo ate o
closet e voltando com um moletom>
-Obrigado meu amor, ainda bem que eu tenho você para
cuidar de mim!<disse a abraçando de lado e beijando o seu rosto>... Ate
que a morte nos separe!
Sorri, porem ela não fez o mesmo. Me lembrei de que
desde que tudo aconteceu ela não gostava muito desta palavra, ela tinha receio
de acontecer alguma coisa com ela, e acabar não vendo os nossos filhos
crescerem, eu sempre disse para ela deixar de pensar nisso, por que nada de ruim
iria acontecer com ela, mas mesmo assim, ela evitava de todas as formas falar,
ou ate mesmo ouvir esta palavra. Aquele maldito deixou a minha mulher
completamente complexada, paranoica, e isso acabava comigo, vê-la com medo de
coisas simples como ver um filme de ação que tenha tiroteio, ou simplesmente fazer um passeio de carro sem ter que ficar olhando por todos os espelhos do carro de 5 em 5 minutos. Eu aprendi a lidar
com as limitações dela, mas tenho que assumir que ainda e difícil para mim.
-Esta me ouvindo amor?
-Desculpa, estava distraído!
-Notei!<sorriu>... Os embrulhos são presentes para as crianças,
depois eu dou a eles!
-Tudo bem!<espirrei mais uma vez>
-Já vi tudo, amanha você estará febril, indisposto, e
mais manhoso do que os três juntos!<disse sorrindo>
-Fico feliz por me conhecer tão bem!<ouvimos
batidas na porta>
-Mamãe o pa... PAPITOOOOOOOOOOOOOO!<disse Alison
aos gritos quando me viu>
-Oi meu amorzinho!
-Você veio, você veio!<disse enquanto a pegava no
colo>
-Papai prometeu chegar mais cedo, e cheguei!
-Sim, voçe e o melhor pai do mundo! <disse e como sempre ela deu um selinho nele>
Eu não achava isso muito certo, mas ela tinha um carinho fora do normal pelo pai, e ela acabou tomando este habito, ja tentei tirar, mas acabei desistindo, e um carinho de pai e filha, e acabamos por não ver nada de mais nisso.
Luciana on
Era lindo ver a ligação deles, era algo realmente
maravilhoso ver a minha família tão bem. Em poucos minutos a Alena e o Ian
apareceram para completar a algazarra, porem tivemos que interromper, pois já
estava na hora do jantar.
Depois de um jantar relativamente tranqüilo na casa da
família Hernandez, o Bruno e eu fomos para a sala dar atenção as crianças.
Depois de muito brincarmos a primeira a pedir arrego e acabar dormindo no colo
do “papito” foi a Alison, o Ian também estava no seu limite, e antes que
tivéssemos que carregar todos para as quartos resolvemos colocar todos para as
suas respectivas camas.
-Papai, nos conta uma historia?
-Uma historia?... Pra você ne, por que a sua irma já
esta no país das maravilhas aqui!<sorriram>
-Me conta aquela historia do rei havaiano que você
sempre conta pra gente!
-Claro que sim!
Os observei indo para o quarto, olhei para o Ian que
estava ao meu lado, ele olhava para o pai e as irmãs entrando no quarto delas.
O Bruno era um bom pai, so que eu notava que ela não era tão próximo ao Ian, quanto
ele era próximo das meninas, eu acho que era pela quantidade de sobrinhos
homens que tem, ele acabou se apegando mais as meninas.
-Quer ir ouvir a historia do rei havaiano também?
-Não!<disse tristonho>
-Por que não?
-Eu quero dormir!<disse abrindo a porta do seu
quarto e entrando>
-Quer que a mamãe fique aqui com você ate dormir?<ele
apenas balançou a cabeça positivamente>
Ele seguiu ate o seu armário pegou a sua roupa de
dormir, se trocou sob a minha supervisão e assim que terminou se deitou. Me
aproximei da sua cama, ele se afastou um pouco me dando espaço para me sentar
ao seu lado, e assim eu fiz.
-Mamãe?
-Oi meu amor!
-O papai não gosta de mim?<aquela pergunta bateu
como uma pedrada no meu peito>
-Claro que gosta meu amor, o papai te ama!... Mas por
que você esta perguntando isso?
-Por que ele nunca fica comigo como fica com a Alison,
e a Alena?... Ele sempre tem tempo para elas, e nunca fica comigo!
-O papai tem trabalhado demais meu amor, você precisa
compreendê-lo!
-Tudo bem!<se acomodou na cama>
-A mamãe esta aqui!
-Eu sei!... Mas por que quando ele esta em casa ele
não fica comigo?
-Olha meu amor, as meninas meio que sufocam ele
sabe?... Um dia você vai compreender melhor!
-Ele nunca contou a historia do rei havaiano para mim,
sempre contou só para elas!<terminou de dizer com a voz embargada fazendo a
minha voz falhar>
O abracei mais forte envolvendo os meus braços no seu
pequeno corpinho. Mordi os lábio impedindo as minhas lagrimas de rolarem, era
difícil ver o Ian tão carente do pai.
Assim que ele dormiu, eu permaneci mais um pouco
deitada com ele, apenas apreciando a presença do meu filho, e pensando em tudo
o que ele tinha dito. Ele me amava, mas sentia a falta do pai, e eu reparei que
o bruno realmente não da maia atenção a ele como antes. Me levantei
vagarosamente e antes mesmo de sair do quarto ouvi a porta se abrir, olhei para
a mesma e era o Bruno que recostou na mesma esperando que eu calçasse os meus
chinelos. Me aproximei dele que segurou em minha mão e ia saindo do quarto.
-Bruno, não vai dar um beijo de boa noite no seu
filho?<segurei firme em sua mão>
-Claro!<me encarou e sorriu em seguida>
Ele seguiu ate a beira da cama do Iam acariciou a sua
cabeça retirando os cabelos da sua testa, e lhe deu um beijo em seguida, olhou
para ele, e eu pude ouvir em seguida um “durma bem” bem baixinho. Ele se
colocou ereto e veio em minha direção, passou por mim e saiu do quarto, eu
fechei a porta e o segui ate o nosso.
-Por que você e tão distante do Ian?<disse assim
que entramos no quarto>
-Distante?... Do que você esta falando Lu??
-E isso mesmo que você ouviu!... Você e distante dele,
e não o trata como trata as meninas, com carinho atenção...
-E claro que trato...
-Só se for o que você acha...
-Eu acho sim!
-Pois e, ele não acha!<disse me trocando, colocando
o meu baby doll>
-Do que você esta falando amor?
-O Ian, ele veio me perguntar por que você não gosta
dele!
-O que?... Como ele...
-Isso mesmo, ele veio me perguntar por que você não
gosta dele, ele reclamou que você só da atenção as meninas, e que você nunca contou
a historia do rei havaiano para ele...
-Ele que e caladão Luciana, você sabe disso!... Ele
nunca se aproxima quando estou elas...
-A Alena se acha a sua dona, e você não faz nada!... Você
tem 3 filhos Bruno, e não apenas 2 meninas!
-Desculpa amor, eu vou prestar mais atenção a isso,
vou ver se faço algo só com ele!
-Não faça só por que eu disse isso a você, faça por
que quer, por que deseja, por que o ama!
-Eu amo os meus filhos, eu amo o Ian!... Eu amo você!<sorriu>
-Eu também te amo!

Ele se aproximou me abraçando em seguida, e beijando o
meu pescoço enquanto as suas mãos alisavam o meu corpo sem um lugar especifico
para se alojarem, ele sabia que esta procura de abrigo das suas mãos em meu
corpo, me deixava louca de desejo por ele, e parecia que ele fazia isso para me
provocar, para me deixar ainda mais precisada dos seus carinhos.
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