domingo, 28 de setembro de 2014

Eu não estou gravida! cap 18

Surdo. Neste momento eu preferia estar surdo do que ter ouvido o que eu ouvi. Eu senti o meu ar simplesmente faltar, e sabe quando dizem que você enxerga tudo vermelho quando esta com raiva? Pois e eu enxerguei o arco-íris inteiro incluído o roxo, e de quebra o preto. A única coisa que eu queria agora era matar um.

-O que?<eu a encarei>... Repete por que eu acho que não ouvi bem!<fiquei de frente para ela com um sorriso cínico nos lábios>

-Eu fui ate o estúdio...

-ESTA PARTE EU ENTENDI, EU SÓ NÃO ENTENDI A PARTE DO “BRUNO VOCÊ E CORNO”!<me levantei a encarando>

-COMO ASSIM CORNO?... VOCÊ ESTA LOUCO?... A ÚNICA PESSOA QUE OSTENTA ESTE TITULO AQUI SOU EU... <se levantou também>

- VOCÊ ACABOU DE ME FALAR QUE BEIJOU OUTRO...

-EU NÃO O BEIJEI, ELE ME BEIJOU...

-TANTO FAZ, DA NO MESMO...

-E CLARO QUE NÃO!... EU FUI PEGA DE SURPRESA...

-INDEPENDENTE VOCÊ O BEIJOU... VOCÊ ME TRAIU, AGIU COMO UMA VAGABUNDA!<disse e ela me certou um tapa>

-NÃO ME CONFUNDA COM AS SUAS PIRANHAS!<disse e recolheu as mãos as colocando em seus lábios>

Eu olhei para ela e me subiu uma vontade enorme de revidar, parti para cima dela a encurralando na parede, levantei a mão fechada em punho, e soquei a parede ao lado do seu rosto. Se ela não fosse uma mulher, a minha mulher sem duvidas provavelmente teria acertado.


-EU DEI UM TAPA NA CARA DELE!<gritou no meu rosto>... E EU TENHO CERTEZA QUE VOCÊ NUNCA DEU UM TAPA NA CARA DAS PIRANHAS QUE VOCÊ JÁ BEIJOU, OU ATE MESMO JÁ COMEU AOS 4 CANTOS DO MUNDO, AO MENOS QUE ELA PEDISSE NA GORA DO SEXO SELVAGEM!<merda ela tinha razão. Me afastei dela sentando na cama>

-PARA DE FALAR BESTEIRAS LUCIANA!

-TEM CERTEZA QUE SÃO BESTEIRAS?<eu não tinha o que lhe responder, por isso mudei de assunto>

- Eu sabia que este cara ainda iria aprontar alguma...

-Eu o demiti!

-Era o mínimo, seria inaceitável continuar com ele ao seu lado depois disso!

-Merda!<disse colocando a mão na testa>

-O que ouve amor?

-Esta tudo bem!<se apoiou na cama e espalmou a mão na mesma para se sentar>... Não encoste em mim, você iria me bater!

-E claro que não, eu jamais faria isso com você!... Ainda mais estando grávida...

-Eu não estou grávida!

-A questão aqui e o filho da puta daquele cara!<disse passando a mão na cabeça sentindo o meu sangue ferver dentro das minhas veias>... Me da o endereço dele agora...

-Não!

-Voçe esta defendendo ele?

-Não estou defendendo ninguém, mas eu já resolvi este “problema” e ele não vai mais voltar, eu já disse!

-Não confio nele!

-E em mim?<nos encaramos>

-Tudo bem!

-Ao menos isso não e?

-Mas quero deixar bem claro, ele vai me pegar por ter ousado chegar perto de voçe!

-O que voçe vai fazer?

-E coisa minha Luciana, coisa minha!... Vou tomar um banho, preciso esfriar a cabeça!<disse indo para o banheiro>

Ouvi batidas de leve na porta, olhei para ela que ja se levantava para atender, eu continuei o meu caminho e entrei no banheiro.

Luciana on


-Entra meu amor!<disse assim que abri a porta me deparando com o meu filho>

-Oi mamãe, você esta melhor?

-Estou meu amor!<disse o abraçando>

-Fiquei preocupado com você!

-Eu sei, me desculpe!... A mamãe teve só uma queda de pressão tudo bem?

-Uhum!<resmungou e me abraçou beijando o meu rosto>

-Vai tomar banho para o jantar!<disse e ouvi a Lucy pedir licença da porta>... Pois não Lucy?

-Vim chamar o Ian para o banho, o jantar será servido em 20 minutos!

-Claro, ele já esta indo!... Vai meu amor, a mamãe também precisa tomar banho!

-Tudo bem!<disse e saiu>

Me levantei fechei a porta e segui para o closet, escolhi algo confortável, para usar depois do banho, e voltei para o quarto. O Bruno ainda estava no banho, e as suas palavras ficaram martelando em minha cabeça. Não que eu tivesse receio do que poderia fazer com o Kevin, so não queria mais problemas na minha casa. Me sentei na cama e senti o meu celular vibrar, olhei no visor e era confidencial. “Novidade”

-Hoje não!<disse e desliguei>... Já tenho problemas demais, não quero me esquentar com mais um!<disse e ele tocou novamente>... Mas que cacete!<peguei o celular e desta vez era a Urbana>... Alo!

-Oi Luciana, como esta?

-Bem minha amiga, poderia estar melhor, mas estamos ai!

-Aconteceu algo que eu possa te ajudar?

-Infelizmente não, seria maravilhoso, mas infelizmente não!<respirei fundo>... E ai, como voçe esta?

-Na correria para deixar tudo pronto para amanha!!

-Eu imagino que sim, sei exatamente como e!... Esta precisando de alguma coisa?... Uma ajuda em algo?

-Na realidade sim!<sorriu>

-Me fala, que eu te ajudo, sem problemas!

Ela me disse que tinha pedido uma remessa extra de doces trufados, a doçaria era próximo da minha casa, e eles não poderiam entregar na hora marcada, e se haveria a possibilidade de que eu fosse buscá-los para ela antes de ir para a festa. Obviamente eu concordei. Ela me disse que estava com a casa cheia com os familiares, dela e do Phill, e que estava neste momento estava escondida no escritório, para conseguir ao menos respirar. Ficamos por mais alguns minutos conversando, ate que o Bruno saiu do banheiro, estava com a expressão seria, e passou por mim, com o corpo úmido, coberto apenas pela toalha enroscada em sua cintura. Perdi a completa atenção do que a Urbana falava por alguns segundos. Não era por ser o meu marido, mas a cada dia que passa ele fica ainda mais gostoso.
Finalizei a ligação com a Urbana, dando a minha palavra que passaria na doçaria antes de ir para a festa. Peguei a minha roupa que estava separada na cama e segui para o meu banho.


(***)


-Vamos Luciana, desta forma vamos acabar nos atrasando, e voçe ainda vai doçaria esqueceu?<reclama Bruno pela décima vez sentado na cama>

-Engraçado, voçe sabe reclamar do meu atraso, mas para colaborar que e bom nada ne?

-O que voçe deseja que eu faça minha rainha?<disse fazendo uma reverencia exagerada>

-Va a MERDA!

-Olha a ma criação!<sorriu>

-Voçe poderia ter demorado menos no banho ne?... Nem eu levo 30 minutos na ducha, se fosse na banheira não falava nada!

-Eu estava pensando!<se defendeu>

-A ta, quando a água do planeta acabar, eu falo para a população mundial que a culpa e sua e dos seus pensamentos excessivos...

-Nossa quanto exagero!<sorriu me abraçando por trás>... Voçe esta tão gostosa amor!

-Para!<disse enquanto colocava os brincos>

-Estou falando alguma mentira?<disse me apertando ainda mais ao seu corpo>

-Esta sua capacidade de ter amnésia instantânea me irrita!<disse me soltando dos seus braços>

-Do que você esta falando amor?

-Você saiu daquele bendito banho ontem como se nada tivesse acontecido...

-Para Luciana, eu só estou tentando esquecer, fingir que nada aconteceu!

-Mas aconteceu, você quase me bateu ontem...

-QUASE, eu jamais faria isso com você amor!<se aproximou novamente>... Pior ainda com a possibilidade de você estar esperando mais um herdeiro!... Imagina mais um bebe correndo pela casa meu amor...

-A mamãe esta grávida?<disse Lena da porta>

-Olha ai o que você fez!<o encarei seriamente>... Não meu amor, a mamãe não esta grávida...

-Ainda não temos certeza, a mamãe vai fazer alguns exames, e se ela tiver será ótimo...

-Ótimo para quem?<disse parecendo indignada>... Já não basta o chato do Ian, e a tonta da Ali?

-Não fale assim dos seus irmãos Lena!< a repreendi enquanto calçava os meus sapatos>

-E muito feio filha!<disse Bruno sentando na cama ao seu lado>... Olha o papai tem vários irmãos não tem?<perguntou e ela concordou>... Pois e, e mesmo brigando as vezes, o papai não vive sem eles, eu os amo demais, são a minha família assim como vocês!

-Mas os meus tios são muito divertidos, e os meus irmãos não!

-E so você dar mais espaço para eles...

-Mais?... Eu já sou muito espaçosa...

-Isso você pode ter certeza, mais espaçosa que você, so o seu pai de madrugada roubando o edredom!<disse enquanto retocava o batom>

-Ve se eu me chamo Luciana?... Eu posso pegar o edredom so pra mim, mas quem rouba a cama toda?<disse eu fiz careta para ele>

-Imagina se a mamãe tiver mais um bebe...

-A mamãe vai ter mais um bebe?<perguntou o Ian da porta>

-Nossa vou colocar no “The Sun” vai se espalhar mais devagar!<disse ironicamente>

-Vai!<disse Lena desanimada>

-Talvez!<Bruno corrigiu>

-Claro que não!<fui firme>... Vamos parar de conversa, e vamos embora entes que nos atrasemos mais?<disse pegando a minha bolsa e os presentes>

Depois de acomodar o povo todo dentro do carro, e ouvir o Bruno dizer que com a chegada do "novo bebe", teríamos que comprar uma mini van, enfim, estávamos indo embora. Definitivamente este assunto gravidez estava acabando com o meu juízo. Eu não poderia estar grávida, não mesmo, seria o fim do resto da minha paz. Olhei para ele e vi um sorriso bobo no seu rosto, olhei para o lado e tentei imaginar o que estaria lhe deixando tão feliz, e apensar de tentar muito, não consegui me conter.

-Por que você esta tão feliz?

-Não pode?<me perguntou sorrindo>

-Pode!<disse e virei para a janela>

-E com o nosso possível bebe!<fechei os olhos e respirei fundo>... Eu sei que voçe não esta feliz com a possibilidade...

-Não e que eu esteja feliz ou não, e que eu NÃO estou grávida!

-Ta, tudo bem, mas se tiver pensa bem, você vai ficar em casa, comigo e com as crianças...

-Com coisa que você fica direto em casa ne “Bonitão”?

-Que seja, você não vai ficar mais enfiada naquele estúdio!

-Esta explicada a sua felicidade repentina!

-Quer melhor?... Não terá risco de ser atacada por um adolescente que mal saiu da puberdade!

-A mamãe vai ter um bebe?<pergunta Ali>

-Senhor!<respiro fundo>... Não Ali!

-Talvez filha, ninguém sabe ainda!

-Eu preferia um unicórnio!

-Eu também filha, acredite!<disse e todos sorrimos>

Depois de mais alguns minutos de carro chegamos na doçaria, o Bruno estacionou na porta, e eu sai rapidamente, entrei no estabelecimento, me identifiquei, e o atendente me entregou a encomenda. Voltei para o carro e pedi para que o Bruno abrisse o porta malas, e assim ele fez. Guardei os doces e quando fechei o porta malas, senti a mesma sensação de estar sendo observada, olhei para os lados e mais uma vez la estava a mesma Ranger Rover parada a alguns metros do nosso carro, mais precisamente em frente a uma loja de eletrônicos. O dono pode estar ali para comprar algo na loja, eu não quero alarmar o Bruno, e acabar passando como louca novamente. 
Voltei para o carro e seguimos o nosso caminho. 
Durante o trajeto, eu olhava pelos espelhos do carro, e por algumas vezes ela estava la, definitivamente este carro estava nos seguindo.
Paramos em frente a casa da Urbana onde seria a festa, na realidade seria so uma comemoração pelo aniversario da Zayma, algumas coleguinhas de escola, familiares, e amigos.
Chegamos na casa deles e estava tudo muito bem iluminado, já era final de tarde e tinha muitos carros já parados no portão e ao longo da rua, a nossa sorte e que tinha vaga para o nosso carro dentro das dependências do jardim. Estacionamos e eu fui ate o porta malas retirar os doces quando a Urbana veio nos receber.

-Que bom que chegaram!<disse me abraçando>

-Me desculpa a demora, mas e que o Bruno resolveu pensar durante o banho!

-Pronto a culpa e minha!<reclamou sorrindo elevando os braços>

-Imagina tudo bem!... Obrigada pelo favor!<disse pegando as caixas das minhas mãos>

-Imagina, quer alguma ajuda?

-Voçe já me ajudou o suficiente!... Fiquem a vontade, estou correndo ainda!<disse sorrindo e entrando novamente>


As crianças se empolgaram com alguns amigos da mesma escola, e acabaram se enturmado. Pedi que não ficassem muito longe de nossas vistas, afinal depois do que aconteceu no shopping, digamos que todo cuidado e pouco.
O Bruno me deu a mão, e seguimos para onde os rapazes estavam, nos acomodamos em uma enorme mesa e ficamos conversando. O Bruno engatou um assunto dobre moto com o Ryan, enquanto eu finquei conversando com a Cindiah. E em momento nenhum ele deixou de me tocar, ou de me fazer alguma demonstração de carinho, e para o meu alivio, não comentou com mais ninguém sobre a minha possível “gravidez”
Em determinado momento eu vi a Ranger Rover passar despreocupadamente, extremamente devagar pelas grades do jardim quando eu fui com as meninas pegar um ar. Resolvi ignorar, estava ficando farta.

A festa estava rolando bem animada, com animador de festa para as crianças, musicas e muito papo furado. Já tínhamos cantado parabéns, entregamos os presentes, enfim, todas as formalidade necessárias. Ja era mais de 22:30 da noite da noite quando muitos já estavam indo embora, notei que o Ryan tenha bebido um pouco alem da conta, estava “bem”, mas não estava normal. Apesar da nossa insistência, para que ele deixasse a moto na casa do Phill e fosse para a nossa, ou mesmo dormir “aqui” ele insistiu, e acabou indo embora de moto.


O Bruno e eu pegamos as crianças que já estavam mais dormindo do que acordadas, e as colocamos no carro para irmos embora, nos despedimos de todos, e pegamos o nosso caminho de volta para a paz do nosso lar. Graças a Deus chegamos em casa sem nenhum carro na nossa cola, aproveitei que as crianças ainda estavam “meio a meio” e ajudei a Lucy a dar banho em todos antes que capotassem antes da hora.

domingo, 21 de setembro de 2014

Gravida? cap 17

O carro parou no portão de casa a espera de que o mesmo se abrisse. Perco os meus olhos pelas arvores do outro lado da rua, e me lembro de cada dia em que passamos aqui, de cada briga, de cada reconciliação, de cada vez que fizemos amor, de cada vez em que ele me protegeu de mim mesma. Fecho os olhos e sinto o meu corpo rogar por paz, por descanso, um descanso que talvez  a minha alma seja capaz de proporcionar. 


Abro novamente os olhos, e dou de cara com o mesmo carro preto que por algumas vezes vi me “perseguindo”, a mesma Range Rover filmada. Me ajeito no banco, e antes do Dre dar uma nova partida no carro, eu seguro em seu braço, ele me olha e arqueia a sobrancelha.

-Aquele carro!<olho pelo espelho lateral, e ele pelo retrovisor>... Eu o vi me seguindo algumas vezes!

-Fique aqui, eu vou ver o que e...

-Não Dre, pode ser ele...

-Isso e impossível Luciana, ele esta morto!

-Tomara!<disse sentindo a minha garganta dar um no>

-Bryan!<o chamou perto do carro>... Coloca o carro para dentro, que eu vou ver uma coisa!

-Claro!<disse e entrou no carro>

-Esta tudo bem, pensei que estava de folga?<disse o encarando>

-E estou, só vim por que esqueci a minha carteira!

-Que homem esquece a carteira?

-Eu!<me olhou de canto me fazendo sorrir>

-Doido!<disse saindo do carro assim que ele estacionou>

-Deixa eu te ajudar com as crianças!<disse abrindo a porta de trás>

-Obrigada!<olhei para o portão e vi o Dre entrando com uma cara de bravo>... Quem era?

-Um vizinho, ele disse que so estava esperando colocar o nosso carro pra dentro, para poder passar!

-Com uma rua desta largura, o carro dele não passava?

-Eu perguntei se ele anda te seguindo!... Ele disse que não, e que voçe esta ficando louca...

-Louca?

-Eu mandei ele te respeitar, e tentar manter a distancia!

-Como ele era?

-Branco, loiro...

-De olhos claros, e maxilar marcado?<disse sentindo os meus olhos arderem e as minhas pernas fraquejarem>

-Sim...

-Barba por fazer, e olhar ameaçador?

-Olha Luciana, ele não deveria estar em um bom dia, poderia estar com raiva de algo!... Como por exemplo, o fato de estar sendo abordado por um cara, praticamente na porta de sua casa!

-Era ele, eu sei que era!<disse colocando a  mão no peito e me escorando no carro, enquanto o Bryan retirava a Lena do carro>

-O que houve?<se aproximou quando ameacei cair>

-Eu não estou bem Dre!

-O que você tem?< foi a ultima coisa que eu ouvi>



Bruno on


Depois que a minha mulher saiu, apos daquela terrível discussão, eu peguei o meu violão no estúdio, e voltei para o quarto. Me sentei na cama no lado onde ela dorme, e me acomodei recostado na cabeceira, dedilhando algumas coisas sem importância. Deixando a minha cabeça me levar para onde ela queria, para onde o meu consciente me permitia ser levado. So queria compreender o que esta acontecendo, o porquê disso tudo, por que ela jamais ficaria assim so pelo o que aconteceu no hospital, eu sei que ela agiria de outra forma. Comecei a tocar uma musica qualquer, somente para passar o tempo ja que estava sozinho, o tempo que eu mesmo ando desperdiçando ao lado da minha família, e a única coisa que acaba me restando e ficar sozinho no meu quarto, com os meus míseros pensamentos.

A tarde passou arrastada, definitivamente o dia estava sendo um saco. Tomei um banho para tentar relaxar um pouco, e quando estava quase dormindo recebi uma ligação do chato do Ryan, me contando que tinha comprado uma moto nova, já que a ultima tinha sido roubada. Eu não gostava muito quando ele andava de moto, ele e muito maluco, e alem de colocar a vida dele em risco, coloca a de todos ao seu redor.
Depois de um bom tempo me alugando, eu desliguei o telefone e resolvi tentar dormir um pouco, mas quando eu consegui a posição ideal na cama, ouvi o barulho de carro estacionando,  poderia ser a Lu com as crianças, e de fato eram eles.

-MÃEEEEE!<me assustei ao ouvir o grito quase desesperado do Ian>

Me levantei o mais rápido que pude e segui para o andar de baixo, senti as minhas pernas tremerem mais do que o normal, quando vi o Dre entrando na sala com a minha esposa desmaiada em seus braços.


-AMOR, LUCIANA!<me aproximei>... O que aconteceu com ela?

-Ela simplesmente desmaiou na garagem!

-Como assim simplesmente desmaiou, tem que haver um motivo!

-Se tem, não sou eu que vou contar!<me encarou>

-PAPITO!<Ali gritou esticando os braços pra mim>

-Leve-a para o nosso quarto!<disse enquanto pegava a Ali no colo>

-A mamãe vai ficar bem?

-Vai sim meu amor!<a beijei>... Beth, chama o Dr, James, e a Lisa para ficar com as crianças!

-Tudo bem, so um minuto!

-Eu quero ficar com a minha mãe!<disse o Ian passando por mim>

-Não senhor!<o peguei no reflexo pela manga da camisa o fazendo parar>... A Mamãe precisa de cuidados...

-Me chamou senhor?

-Sim Lisa leve eles para algum lugar longe do meu quarto, preciso cuidar da minha esposa!<disse entregando a Ali a ela>

-Não quero ir papito!<disse se agarrando ao meu pescoço>

-O papai precisa ver a mamãe!

-Ela já esta no quarto!<disse Dre terminando de descer as escadas>

-Ela acordou?

-Não!<disse indo para a cozinha>... Vou pegar álcool ou vinagre...

-Já esta na mão!<disse Beth indo para as escadas>

-Filha o papai tem que ir ver a mamãe!<a desgrudei de mim, e subi correndo as escadas a deixando em prantos>


Entrei no quarto apressadamente, me sentei ao seu lado colocando a sua cabeça em minhas pernas, enquanto a Beth molhava um pano com álcool. Alisei o seu rosto meio pálido, sentindo uma aflição estranha no peito.

-Isso minha querida, acorde!<disse me fazendo olhar em seu rosto>

-Amor olha pra mim?<pedi me ajeitando para olhar me seus olhos>

-Bruno?<disse um pouco tonta>

-Oi meu amor, estou aqui!<acariciei o seu rosto>

-O que aconteceu?<perguntou nitidamente confusa>

-Não sei meu amor, você desmaiou na garagem...

-Ele voltou!<disse se sentando na cama desesperada agarrando o meu pescoço>... EU SEI QUE VOLTOU, EU O VI, O DRE O VIU, ELE VIU, ELE SE APROXIMOU DA NOSSA FILHA, ELE TOCOU NA NOSSA FILHA...

-Quem?... Se acalma amor!<ela estava parecendo muito confusa>

-Eu vou buscar um copo d’agra com açúcar!<disse saindo do quarto>

-Do que voçe esta falando amor?

-Ele voltou Bruno, o Gean, eu o vi, eu juro que o vi!<disse apressadamente>

-Isso e impossível Luciana, ele esta morto!<me levantei a encarando>

-Não esta eu juro, eu o vi, ele olhou dentro dos meus olhos...

-Voçe precisa de um analista...

-NÃO, EU SABIA QUE VOCÊ NÃO IRIA ACREDITAR EM MIM, POR ISSO QUE EU NÃO TE CONTEI ANTES...

-Como assim antes?

-Ele esta me assombrando a algum tempo...

-Voçe disse tudo amor, e  uma assombração!<me sentei novamente ao seu lado>

-Aqui a sua água minha querida, beba com calma!<disse a entregando o copo>

-Cadê o dre?

-Esta la embaixo...

-Eu vou falar com ele...

-O Dre falou com ele!<disse antes que eu saísse do quarto>

-Por isso mesmo vou falar com ele!

Ela  poderia estar ficando louca, ela não pode estar vendo ele em todos os lugares, por que ele esta morto, isso não e possível, não pode ser possível. Desci as escadas e encontrei o Dre sentado na bancada da cozinha conversando com a cozinheira, ele estava comentando algo que tinha acontecido no shopping.

-Dre, pode vir comigo?

-Claro!

-Me conte o que aconteceu, o que esta acontecendo?<perguntei assim que entramos no escritório>

-Ela não te contou?

-Ela esta nervosa, e so diz que ele voltou, ele voltou, mas o cara esta morto!

-Olha Bruno, eu acho que a Luciana não esta muito bem da cabeça, ela quase foi presa por desacato...

-Desacato?

-Ela brigou com o segurança do shopping, por que ele estava tentando ajudar a Ali a nos encontrar...

Ele me contou tudo o que tinha acontecido no Shopping, e se antes eu já achava que precisava fazer com que ela procurasse um especialista, agora então, isso seria a minha prioridade. Ele me contou também sobre o cara do carro, que tinha sido o motivo do seu desmaio, ele me descreveu o cara, mas e culpa do homem se ele se parece tanto com o tal do defunto? Agora e crime se parecer com as pessoas?


Sai do escritório e segui para o nosso quarto, encontrei o Dr. James a consultando enquanto ela estava deitada na nossa cama, ele fazia algumas perguntas a ela sobre o que ocorreu para que tivesse ocorrido o desmaiado, e ela disse que apenas sentiu uma tontura muito forte.

-Eu vou te passar um Beta HCG...

-O senhor acha que eu posso estar grávida?

-Grávida?<perguntei o encarando>

-E so uma suposição, voçe desmaiou, esta com a pressão um pouco alterada, ficou zonza, pode ser, e so uma suspeita, por isso o exame!

-Não posso estar grávida, já temos 3 filhos, 4 e eu entro em surto psicótico!<disse nos fazendo sorrir>

-Como sempre muito bem humorada, não e senhora Hernandez?

Gravida? Certo isso explicaria os motivos dela ter passado mal. Seria interessante mais um filho nesta altura, talvez servisse para tirar estas coisas da cabeça dela, a ocupando com outras coisas mais importantes que no caso seria uma nova gravidez, seria bom para ela, pra mim, afinal poderíamos parar de discutir por  causa de um cadáver.

-Aqui estão os pedidos de exame!<me entregou os papeis>... Dei a ela um remédio para deixá-la um pouco mais calma, e ela precisa de repouso...

-Repouso?<o encarou>... Olha ao seu redor doutor, eu tenho 4 filhos, 3 abaixo de 7 anos e um acima dos 30...

-Ei!<me intrometi, mas fui devidamente ignorado>

-Uma casa enorme para dar conta, trabalho, tirando que amanha eu ainda tenho que ir a uma festa de criança, com todas estas crianças!... Sem chance de repouso...

-Mas a senhora vai arrumar tempo para ficar de repouso ao menos o resto do dia!... Nos vemos semana que vem no meu consultório, com o resultado dos exames!<disse e se despediu>

-Por favor Beth, leve o Dr. ate a porta!

-Claro!<disse e se retiraram>

-Bruno eu preciso falar com voçe, sobre uma coisa que aconteceu no estúdio...

-Não vamos falar de trabalho...

-Mas eu preciso...

-Não meu amor, deita aqui comigo, você precisa descansar!<desse me deitando na cama a fazendo se recostar em meu peito>

-Bruno e melhor...

-Você pode estar grávida, isso será...

-Assustador!

-Claro que não meu amor!

-Você esta agindo como se nada tivesse acontecido mais cedo...

-Não e isso!<beijei o topo da sua cabeça>... Eu só não quero relembrar de tudo o que aconteceu só isso!... Eu errei em ser grosso com você, eu não deveria ter falado o que falei...

-E eu não deveria ter dito que iria embora com as crianças, mas e que eu estou tão atordoada com tudo isso, que acabei falando o que não deveria!

-Você não acha melhor procurar um especialista?

-De novo com isso Bruno?

-O Dre me contou o que aconteceu no shopping!<disse e ela  se encolheu>... Isso já esta saindo do controle...

-Eu sei, mas so de imaginar este homem...

-Ele esta devidamente morto amor!<me acomodei na cama a colocando entre as minhas pernas>... Agora nos precisamos pensar no nosso possível novo bebe...

-Bruno eu realmente preciso conversar com você sobre o que aconteceu no estúdio...

-Não meu amor, você precisa descan...


-O Kevin me agarrou e me beijou dentro da minha sala!

domingo, 7 de setembro de 2014

Ficando louca! cap 16


Pegamos as crianças na escola, que estavam daquele jeito, mais acesas do que fogueira de festa junina.  Seguimos com elas ate o shopping, coisa que ao menos as meninas amavam fazer. Eu estava tensa e o Ian notou a minha quietude como sempre.

-Mamãe, esta tudo bem?<me perguntou apreensivo>

-Esta sim meu amor!<sorri o confortando, e senti o Dre me olhar de rabo de olho>

Ótimo, o Kevin não poderia ter arrumado outro dia para bancar o bobo apaixonado pela patroa? Tinha que ser logo no dia em que eu estava com o Dre? Logo ele que e mais fiel ao Bruno do que o Geronimo? Desviei a minha atenção dele e perguntei as meninas o que elas acham que deveríamos comprar para a Zayma, e recebi ate um pônei como sugestão.

-Isso e você quem quer Alison, não vale!<disse Ian a encarando>

-Eu já pedi ao papai, mas ele disse que teríamos que ter mais espaço, e como a casa do tio Phill e “mais grande”....

-Maior cabeçuda, se diz maior!<Lena a repreendeu>

-Que seja!<deu de ombros>... A casa do tio Phil e “mais maior”...

-Desisto!<bufou impaciente nos fazendo sorrir>

-Deixa ela Lena, a sua Irma ainda esta aprendendo!

-E Lena deixa eu!... Como eu tava falando, na casa do tio Phill da para colocar um pônei, por que la e “mais maior de grande”!<foi impossível não gargalhar>... Errei de novo?<nos encarou>

-Lógico sua tonta!

-Eu nunca acerto nada!<disse cruzando os braços emburrada>

-Claro que acerta meu amor!... Bom, vamos deixar para decidir isso no shopping!

-Eu posso ganhar um pônei mamãe?

-Pede ao seu pai Ali!<disse sem encará-los>

-E sempre assim!<reclamou>... Pede ao seu pai Ali, ai eu peço, e ele fala, tem falar com a sua mãe Ali, e nesta ninguém fala com ninguém e eu fico na vontade!<sorrimos ao ouvir a sua reclamação>

Chegamos no shopping e o Dre estava tentando me ajudar a cuidar das feras, pois eles depois que se espalham, não a mágica que os ajunte. Estávamos caminhando pelos corredores do shopping, eu estava de mãos dadas com a Alison, enquanto o Dre segurava a mão do Ian e as Alena. Tínhamos algumas coisas, afinal eram 3, e nada mais justo do que 3 presentes. Depois de muito bater pernas eles disseram que estavam com fome, paramos para comer em um restaurante brasileiro a escolha deles, e enquanto eu os acomodava na mesa, o Dre foi fazer os nossos pedidos. Estava distraída com a a Ali e a sua eterna tentativa de falar português assim como os irmãos que dominavam a língua muito bem por sinal, ela ainda arranhava um pouco, mas sempre que podia treinávamos bastante.


-Voçe nunca vai aprender a falar português como eu!<disse Lena mostrando que dominava bem a língua>

-“Voi sim, tu vai ver, eu soi muto teligente”!

-Estou vendo “muto teligente”!... Você mal sabe falar Inglês, piorou português!

-Para de provocar a sua Irma Lena!<a encarei>... Que coisa chata vocês duas, nesta briga boba!<disse e senti a sensação de ser observada>

Olhei ao meu redor e tinha muita gente para dizer que “fulano ou ciclano” me encarava, mas aquela sensação era realmente horrível. Respirei fundo e voltei novamente a minha atenção aos meus filhos. O Dre ligo retornou a mesa com os nossos pedidos, sentando conosco para lanchar. A Lena estava ao seu lado, enchendo os ouvidos dele de abobrinhas, enquanto ele fingia prestar atenção em tudo nos fazendo sorrir. Senti alguns flashs em nossa direção, o Dre olhou ao redor e constatamos que era uma família com duas crianças que estavam tirando algumas fotos só de longe.

-Mamãe, já que eu não posso ganhar um pônei de verdade, posso ganhar um de pelúcia?

-Pode minha filha, vamos comprar um pônei de polícia pra você...

-Ebaaaaaa!<disse animada>... Pode ser um deste tamanhão assim?<disse esticando os seis braços alem do possível>

-Menos meu amor, bem menos!<disse segurando os seus pulsos abaixando as suas mãos>

Saímos da lanchonete, e voltamos a andar pelo corredor, agora a procura do tal pônei. Andamos por mais algum tempo ate acharmos uma linda loja de brinquedos, muito bem decoradas e bem diversificada, e claro como eu imaginei, não foi só a Ali que quis brinquedos novos. Estava na fila do caixa para pagar quando a Lena disse que queria tomar sorvete.

-Mas vocês acabaram de lanchar?

-E só um sorvetinho mamãe?

-A palavra mamãe só sai desta boca quando você quer me dobrar a algo ne mocinha?<ela sorriu travessa e me jogou um beijinho>

-Mais alguém quer sorvete?

-Eu quero!<Ian se prontificou>

-Eu quero o meu pônei!

-Eu os levo para comprar o sorvete!<disse Dre já dando as costas>

Voltei a minha atenção a filha que já não estava tão grande como no inicio. Senti o meu celular tocando, peguei para atender, e mais uma vez era de numero desconhecido, respirei fundo e atendi, mas como era de imaginar ninguém falou nada. Desliguei o aparelho o colocando dentro da bolsa com raiva, estava ficando muito “puta” da vida com esta merda.  Já tinha pagado tudo e estava saindo da loja quando vejo eles voltando, olhei para o meu lado e senti falta de alguém.

-Cadê a Ali?<olhei para o Dre>

-Ela ficou com você!

-Ela não foi atrás de vocês?<senti o meu coração acelerar de uma forma inimaginável>... MINHA FILA!<olhei ao meu redor tentando encontrá-la>

-Ela estava dentro da loja com você!

-EU SEI, MAS EU PENSEI QUE ELA TINHA IDO COM VOCÊS!<disse já começando a chorar>

-Calma, fica com eles que eu vou à segurança do Shopping!<disse me entregando os gêmeos>

-ALI!<disse andando pelo corredor>

Senti o meu peito apertar, senti um medo terrível tomais conta do meu corpo so de imaginar perder a minha filha, eu surtaria se algo acontecesse com ela. Acho que o Bruno no mínimo me mataria, ainda mais que não estamos muito bem, ele vai me acusar ate a morte. Mas quer saber foda-se ele, eu quero saber da minha filha.
Eu estava parecendo um alouca varrida andando de um lado para o outro, chorando e com os gêmeos, meio perdidos sem saber o que fazer. Estava com os olhos perdidos e inerte em lagrimas, quando vi algo que fez o meu coração parar de bater, acho que literalmente. Era ele, era ele, ele estava agachado com a minha filha a sua frente, ela sorria de algo que ele dizia, enquanto ele acariciava o rostinho dela, olhando dentro dos seus olhos me senti petrificada, não era possível, ele era um cadáver, não poderia estar ali com ela. Segui praticamente correndo ate onde eles estavam. Vi algumas pessoas passarem a minha frente impedindo a minha visão.

-SAI DE PERTO DA MINHA FILHA SEU DESGRAÇADO!<gritei enquanto seguia em sua direção>

Quando consegui ter um novo contato visual, ja estava bem próxima deles quando puxei a minha filha com rapidez de perto dele, e quando olhei novamente para o seu rosto não era ele, não era mais ele, era outro cara, um segurança do Shopping, que me olhou confuso.

-COMO E QUE E MINHA SENHOR?<ele me encarou>... EU POSSO PRENDE-LA POR DESACATO A AUTORIDADE SABIA DISSO?... COMO VOCÊ INSULTA ALGUÉM SEM MOTIVOS?

-Me desculpa eu não prestei atenção, na realidade eu não percebi que o senhor era o segurança...

-INDEPENDENTE MINHA SENHORA, MESMO QUE FOSSE UM CIVIL...

-Por que o senhor ainda esta gritando comigo?<o encarei>... Pelo que me consta eu já parei de grita!<a cara chato cheio de onda>... Mais uma vez me desculpa, ela e a minha filha...

-Esta e a sua mãe garotinha?<me encarou seriamente enquanto sentia as lágrimas correrem pelo meu rosto>

-Sim, esta e a minha mamãe!

-Desculpa, eu pensei que fosse...

-E melhor você tomar conta melhor da sua filha moça!

-Eu sinto muito!<disse limpando as lagrimas>... Eu vou tomar!

-Achou ela?<perguntou Dre se aproximando>

-Sim, a mocinha aqui estava com este guarda!<disse olhando ao meu redor, tentando achar aqueles olhos que eu sei que tinha visto, eu não posso estar ficando louca, ele estava aqui, eu sei disso, eu o vi>

-Muito obrigado!<o Dre agradeceu>... Vamos pra casa?

-Vamos!<disse me sentindo cansada>


Seguimos para o estacionamento, e desta vez eu coloquei a Ali no colo, não queria nem imaginar passar pelo que tinha acabado de passar. Aqueles olhos claros que eu conhecia muito bem, ele poderia estar a quilômetros de mim, que mesmo assim que conseguiria reconhecê-lo. Eu devo realmente estar ficando maluca.

-O que aconteceu Luciana? <Dre me perguntou>... Eu sei que não sou muito de falar com voçe, mas, eu realmente estou preocupado!<olhei para as crianças e elas dormiam>... O Bruno disse que não te reconhece, que você esta...

-Estressada, cansada, com medo, em pânico!<disse um pouco mais baixo, começando a chorar>

-Ele sabe o motivo?

-Não!<disse com o rosto entre as mãos>... Ele voltou Dre, ele voltou do inferno para me destruir...

-De quem você esta falando?

-O Gean...

-O seu ex louco que quase te matou?... Impossível ele morreu carbonizado...

-Não, ele esta me perseguindo, eu sei que esta!

-Voçe já contou isso ao Bruno?

-Não!

-Por que não?... Não sei se voçe notou, mas o seu casamento esta indo correnteza abaixo, os gritos de vocês esta manga era possível se ouvir da esquina...

-Casais brigas Dre!

-Eu sei disso, mas vocês estão brigando demais nos últimos anos!

-Eu sei!<baixei a cabeça>

-Acho que esta na hora de vocês conversarem sobre esta tal Gean...

-Ele não acreditaria em mim!

-Bom, depois de hoje, eu acho melhor você arriscar, por que você xingou um guarda, a uns duas atrás quase bateu em um fotografo, talvez você precise de uma ajuda especializada!

-Você esta me chamando de louca?<o encarei>

-Não, mas se você não pedir ajuda ao seu marido, ao invés de ficar tentando resolver os problemas do mundo sozinha, vau acabar ficando!

Desviei o meu olhar dele e encarei a rua. Será que ele tinha razão? Será que eu deveria mesmo falar tudo para o Bruno? Como será que, ele reagiria a tudo isso? A única coisa que eu se=i e que estou ficando louca em relação a tudo isso, sinto que estou ficando cansada, e perdendo o rumo da minha vida. Jamais reagiria daquela forma com o que aconteceu no hospital, sei que ao invés de brigar, eu mostraria a ele que sou melhor do que ela, mas não, eu briguei. E em relação a hoje com o Kevin, sem dividas eu teria lhe dado uma bela lição de moral ao invés de apenas um tapa, no qual me arrependi imediatamente.


-Eu vou falar com ele!<disse ainda olhando pela janela>

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Erro? cap 15

Olhei para a sua mão que segurava em meu braço o encarei seriamente, respirei fundo, e relaxei os ombros. E, eu sempre cedo, sempre tenho que ceder a ele, as coisas nunca saem como eu quero, como eu desejo.

-Por favor, vamos tentar conversar novamente quando eu voltar!<o encarei com o semblante triste, eu sei que estava>... Eu realmente preciso respirar agora!<elevei a minha mão ate o seu rosto o acariciando>

-Tudo bem!... O Ryan vai vir aqui daqui a pouco!<fechou os olhos ao sentir o meu toque em seu rosto>

-Ta bom!... Preciso ir!<disse e simplesmente saindo>

-Luciana?<deslisou a sua mão pelo meu braço ate segurar em minha mão, me fazendo encara-lo>... Volta logo!


Não respondi nada e sai de casa. Entrei no banco do carona ao lado do Dre por que os de trás estavam ocupados com, as cadeirinhas das crianças. O Dre era muito profissional, ao menos comigo, ele nunca teve nenhum tipo de intimidade, só com o Bruno, já o Bryan era meu amigo, e sempre que andávamos juntos, ficávamos batendo papo, e ouvindo musicas, mas mesmo sendo o meu amigo, nem ele sabia destas coisas que vinhas acontecendo comigo.

-Esta tudo bem Luciana?<disse sem me encarar. O olhei surpresa, ele quase nunca falava comigo>

-Esta sim Dre... Eu acho!<me encolhi no banco direcionando o meu olhei para fora, na tentativa de não dar-lhe brecha para novas perguntas>

Seguimos em completo silencio. O meu medo de contar ao Bruno tudo o que esta acontecendo e por duas coisas; Primeiro. Ser coisa da minha cabeça, e deixá-lo preocupado a toa. Segunda. Ser verdade, e acabar colocando ele a as crianças em um possível risco, afinal eu não sei o que esta acontecendo. O Bruno me disse que o Gean tinha morrido quando eu recobrei a memória, mas e se ele não morreu, se ele apenas deu uma trégua, e agora esta voltando com tudo? E se ele esta vivo, e esta me cercando? Eu morro de medo pelos meus filhos, pelo meu marido, ainda mais agora que somos casados, o Gean e louco.
Despertei dos meus pensamentos quando vi o Dre pegar a reta da escola das crianças.

-Desculpa Dre, eu esqueci, mas eu não vou buscar as crianças agora!

-O Bruno disse que você iria...

-Eu sei, me perdoa!... Eu preciso ir ao estúdio!<o encarei>

-Claro!

-Me desculpa, eu me distrair completamente!<lamentei>

-Tudo bem!<disse passando direto pela escola da Ali>

Voltei a minha atenção a rua, e decidi não ficar mais pensando no Gean, ele era um pesadelo na minha vida, e quanto mais eu pensasse nele, mais coisas ruins atravessariam o meu caminho. Depois de uns 15 minutos ele estacionou na frente do estúdio, abri a porta e me preparei para descer.

-Quer que eu entre com voçe?

-Eu pretendo não demorar, mas se você quiser não tem problemas!... Eu dispensei todos esta manha!
-Eu vou ficar na entrada!<disse saindo do carro>
Sai me colocando de pé ao lado do carro, segurei a porta para bater, e senti um vento frio percorrer a minha espinha, uma sensação estranha tomou o meu peito, e senti um bolo na minha garganta, olhei rapidamente ao meu redor, sentindo a minha respiração acelerar. Olhei para o outro lado da rua onde tinha uma parada de ônibus, e tinha um aglomerado de pessoas, fixei os meus olhos em um homem que me encarava, ele tinha os cabelos escuros, um rosto bem marcado, e era branco.
-Esta tudo bem Luciana?<Dre chamou a minha atenção>

-Oi?<o encarei>

-Esta tudo bem?<repetiu vindo em minha direção>... O que esta olhando?

-Nada!<neguei com a cabeça ao olhar novamente para o local onde o tal homem estava, e constar que ele não estava mais la>

-Tem certeza?<olhou na mesma direção>... Você esta tensa!

-Sim, vamos entrar!<disse devagar, sentindo a minha respiração voltar ao normal>

Ele segurou a porta e a fechou, apoiou a mão na minhas costas, e eu dei meia volta indo em direção a entrada do estúdio.
Entrei no estúdio e estava tudo vazio,  o Dre ficou na recepção enquanto eu segui corredor adentro. Já Estava perto da minha sala quando ouvi um barulho estranho,  senti o meu corpo paralisar,  eu tinha certeza de que não tinha mais ninguém aqui. Ouvi mais um barulho, este ainda mais perto do que o anterior. Pensei em correr ou simplesmente chamar o Dre, mas antes de ter qualquer reação, vi a porta se abrir e o Kevin sair despreocupadamente da mesma.

-Meu Deus você quer me matar do coração criatura?<disse me assustando e o assustando>


-Eu?  <disse colocando a mão no peito>...  Quase me morri aqui mulher,  você aparece do alem, e eu que te dou susto?

-O que você esta fazendo aqui?  <o encarei>

-Remarcando os seus clientes,  e=tentando encaixá-los na sua agenda!  <disse fazendo gestos com as mãos como se encaixasse algo>

-A claro,  obrigada! <disse e entrei na minha sala seguida por ele>

-Como você esta? <perguntou sentando na cadeira a minha frente>

-Estou bem!

-Não e isso que os seus olhos dizem!

-Meus olhos?<o encarei assim que me sentei>

-Sim,  eu te conheço bem,  e sei que está triste!<se inclinou pata frente>

-Claro que não!  <menti>

-Claro que sim!<rebateu>... Mas deixa isso pra la, eu não quero levar um fora!

-E bom mesmo!  <sorri>

-Você esta linda!<pensei em lhe dar um fora, mas o que ele estava fazendo de mais?>

 -Obrigada, eu vou ao shopping com as crianças!<tentei passar a impressão de que estava tudo bem>

-Tudo isso para ir ao shopping?

-Vai dar uma de meu marido também, ele disse que era melhor sair de burca!

-Ele esta é certo, quando se tem uma mulher tão linda como você, não se pode dar mole para os outros!  <disse com um sorrido de canto>

-Linda?... Por favor!<voltei a minha atenção ao computador precisava baixar os arquivos>

-Claro que sim! 


-Você sabe onde esta o arquivo da minha ultima cessão?

-A cliente de Miami?

-Esta mesmo, eu vou trabalhar em casa este final de semana!<se levantou e veio em minha direção>

-Ela esta por aqui!<se curvou ao meu lado mexendo no computador>

Não pude deixar de reparar em seu rosto de maxilar marcado, ele era um garoto, que sem duvidas iria se transformar em um belo homem. Notei que ele respirou fundo algumas vezes, e estava umedecendo os lábios, estava com o rosto avermelhado, e após um leve esbarrão, notei que ele estava tremulo?

-Você esta bem?<virei um pouco o meu rosto, fazendo com que eles ficassem bem próximo>

-Sim!<me encarou, desviando o seu olhar para os meus lábios>... Não!<os seus lábios se entreabriram, e eu senti que se não desse basta iria acabar acontecendo algo que não se deve>

-Você bem que poderia se decidir não acha?<me virei no eixo da cadeira, me movendo para o outro lado me levantando>

-Desculpa Luciana, mas você e uma mulher linda, uma mulher simplesmente encantadora,  por trás deste seu jeito durão, tem una mulher maravilhosa,  que precisa de carinho, e atenção!

-O meu marido me da tudo isso!<disse firmemente>

-Eu sei que sim, ele e um homem de sorte!

-Para de falar isso você e um garoto, deve ter o que, 20?

-19!

-Nossa!<o encarei>... Eu sou mais de 10 anos mais velha que você...

-E deixa muitas mulheres da minha idade com inveja do seu corpo, dos seus olhos, da sua boca...

-E melhor eu ir embora!<disse me aproximando do computador para pegar o meu notebook com os arquivos>

-Te deixei tensa?<disse encostando na minha mão, na qual eu retirei>

-Desconfortável seria a palavra correta!<desconectei tudo, e o encarei>... E outra coisa, e melhor eu ir embora, antes que eu seja obrigada a te demitir!<disse seriamente>... Estou muito boazinha hoje, você esta merecendo uns tapas por tudo o que acabou de me dizer...

-Você não gostou?

-Não...

-Engraçado, você e a primeira mulher que não aprecia ser elogiada...

-Eu aprecio sim, alias, eu amo!... Mas pelo meu marido...

-E a quanto tempo ele não diz que você e linda, que você e perfeita, que os seus olhos são os mais lindos que ele já viu?<me deixou sem resposta, afinal a única coisa que fazíamos era brigar ultimamente>... Pelo o que eu vi no hospital, faz muito tempo!

-Isso não e da sua conta!... Passe aqui na segunda-feira para pegar as suas contas, você esta demitido!<o encarei>... Eu não admito que fale assim comigo... O que você esta fazendo?<perguntei ao vê-lo se aproximar de mim>

-Eu estou demitido não estou?<olhou dentro dos meus olhos>

-Esta!

-Então não te devo mais satisfação dos meus atos!




Eu não tive tempo nem de pensar, apenas senti os seus lábios tomarem os meus com pressa, com ansiedade, precisão, a sua boca era macia, e os seus lábios tinham gosto mentolado. Senti uma de suas mãos segurarem em minha cintura, enquanto a outra segurava forme em minha nuca. Deixei a minha bolsa ir ao chão, e o empurrei com força, porem para a minha surpresa, ele era mais forte do que eu, e conseguiu me manter presa a ele por mais tempo do que eu desejaria. Senti a sua língua pedir passagem em minha boca, na qual eu fiz questão de não ceder, porem eu senti que quanto mais resistente eu fosse, mais aquele beijo iria durar. Cedi aos seus lábios e a sai língua invadiu a minha boca imediatamente. Me senti suja, apesar de saber que o Bruno fez muito pior comigo, eu me senti mal, me senti a mulher mais imunda do mundo, senti a culpa me consumir e fiz o possível para quebrar o beijo.

-Por favor, para!<disse com os seus lábios ainda colados aos meus>

-Tudo bem, me desculpa, mas eu não vou me desculpar pelo beijo!<disse com as suas mãos ainda na minha cintura>

-Isso não poderia ter acontecido!<disse me abaixando e pegando a minha bolsa>

-Eu simplesmente adorei...

-Você não deveria ter feito isso!

-Eu estou apaixonado por voçe!<me olhou nos olhos>... Sempre fui na realidade!


Dei-lhe um tapa no rosto, e em seguida me arrependi, minha mãe sempre disse “Nunca de um tapa na face de um homem, a não ser que ele mereça de verdade” Será que ele realmente merecia, será que este beijo não foi apreciado pelos dois? Não, não foi, ou foi?

-Eu preciso ir embora!

-Luciana, esta tudo bem?<ouvi a vos do Dre>

-Quem e?<me encarou>

-O segurança do meu marido!<disse olhando para qualquer ponto menos o seu rosto>... Estou aqui Dre, já estou indo!<abri a porta dando de cara com ele>

-Esta tudo bem?<disse olhando para o Kevin>

-Esta, ele e só o meu assistente!

-Hum... Você disse que estaria sozinha!

-E, mas eu estava reorganizando a agenda dela, eu sou muito eficiente!<disse com um sorriso cínico. Ok agora eu posso matá-lo>

-Vamos Dre, quero voltar cedo para casa!

-Tudo bem!

-E você termina logo isso e vai embora, não vou pagar hora extra a ninguém!<disse enquanto via o Dre já no final do corredor>

-Não estou mais demitido?<o encarei seriamente e sai sem dizer nada>

Segui direto para o carro, o Dre já me aguardava recostado no mesmo, Se a minha consciência estava pesada? Eu não sei, o Bruno já tinha aprontado 2 vezes serias comigo, isso que eu sei, mas isso era motivo de traí-lo? Será que eu realmente o trai? O beijo foi forçado, ou não foi? O Kevin, e um rapaz muito bonito, e infelizmente ele me pegou em um dia em que estou magoada, e infelizmente ele soube dizer as palavras certas, afinal, qual mulher não ama ser elogiada?Que merda eu odeia ficar deste jeito, e eu não tenho idéia do que vou fazer.

-Dre, você e muito amigo do meu marido não e??

-Claro que sim, afinal eu sou o segurança dele, ele precisa confiar em mim, assim como tenho que confiar nele!... Mas por que a pergunta?

-Você jamais me contaria!<disse baixando a cabeça>

-Me desculpe, mas não mesmo!... Não tenho autorização para abrir a minha boca!

-Eu sei disso!


Baixei a minha cabeça e virei para a janela, se ele me traia sem que eu soubesse, eu permaneceria sem saber, por que se depender de seus lacaios, eu jamais saberia de nada, a não ser que eu flagrasse. Infelizmente eu terei que me remoer ate a morte por conta deste maldito beijo, sem saber que se foi injusta ou não com o meu marido.

"-Eu estou apaixonado por voçe!<me olhou nos olhos>... Sempre fui na realidade!"

-Merda!<exclamei baixo olhando pela janela>... Garoto idiota!